segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O dilema do lanche escolar


As crianças voltam às aulas. E volta a velha questão diária: o que mandar de lanche? De novo o “Club Social”? De novo a “Ana Maria”? Ai meu Deus, que dificuldade...
Esta questão assola uma boa parte das mães, cujos filhos estão em escolas que não oferecem lanche próprio. Ou seja, as mães são responsáveis por enviar diariamente um lanche para o recreio, de forma que sua criança fique bem alimentada e, ao mesmo tempo, não coma calorias em excesso.
O que acontece realmente na escola, só Deus sabe, porque eu imagino que as crianças acabam compartilhando lanches de amigos, o que, nem sempre pode ser o ideal de nutrição (há sempre aqueles que levam salgadinhos, biscoitos recheados e chocolates, pela “facilidade” que representam para algumas mães).

Se dermos uma volta pelo supermercado, o que se encontram são bolos e biscoitos, em pequenas porções, além de sucos de caixinha, que são a forma mais fácil de lanche para ser enviado. Mas, isto acaba por tornar o lanche monótono e enjoativo, porque as variedades não são tão grandes assim. Além disto, ficamos longe de fornecer nutrição adequada, pois, sem dúvida, fibras, cálcio e vitaminas ficam aquém do desejado com estes alimentos, sobrando mais gorduras e carboidratos.
Então, a saída seria tentar enviar um lanche que contivesse porções pequenas de alguns alimentos, acondicionados de forma fresquinha e atraente, para que não sejam trocados pelas guloseimas dos outros, certo? Mas, infelizmente, a grande maioria das escolas não dispõe de geladeiras para que se possam enviar alimentos que se mantivessem geladinhos. Isto dificulta bastante as coisas.
Durante a consulta de uma paciente minha, seu pai me contou como faz para mandar o lanche da escola de forma que fique fresquinho. Ele utiliza um recipiente plástico, que, na verdade, é uma sanduicheira, só que tem duas partes, com uma divisão plástica rígida no meio. E ele preenche uma das partes, ou mesmo as duas, dependendo do que quer enviar, com “gelos” de silicone, que são reutilizáveis. Estes gelos podem ser encontrados sob a forma de estrelas, corações, etc, o que torna o lanche mais divertido ainda, além de mantê-lo fresquinho. Esta ideia me pareceu ótima e tomei a liberdade de divulgá-la aqui (obrigada,Wagner! Valeu!). A sanduicheira plástica dupla é da marca Sanremo e é encontrada no Walmart. Os gelos de silicone são encontrados na Tok-Stok. Veja a foto:




Eu tenho orientado as mães a criarem cardápios para cada dia da semana e seguirem por um tempo, de forma que não se arrume um lanche de última hora. Como cada dia tem um lanchinho diferente, a chance de enjoar é bem menor. Além disto, a mãe se programa e já compra os ingredientes para a semana toda, facilitando a vida de quem tem pouco tempo. Procure enviar sempre um carboidrato, uma fruta e algum alimento contendo cálcio, que pode ou não estar na bebida. Vou sugerir abaixo um cardápio para uma semana, que pode servir de inspiração para algumas mães:


Segunda-feira
  • Um achocolatado
  • Uma porção de uvas sem semente
  • Quatro biscoitos sem recheio
Terça-feira
  • Uma garrafinha de leite fermentado, tipo Yakult
  • Uma bisnaguinha com cream-cheese ou requeijão
  • Uma banana
Quarta-feira
  • Uma caixinha de suco de frutas
  • Um Polenguinho
  • Uma barrinha de cereais
Quinta-feira
  • Uma caixinha de vitamina (tipo Mucilon)
  • Um minibolo (tipo Ana Maria)
  • Uma pera
Sexta-feira
  • Uma caixinha de suco de frutas
  • Uma bisnaguinha com geléia de morango
  • Um Danoninho
Experimente a ideia do acondicionamento com “gelos de silicone” para aqueles alimentos que precisam ficar mais frios. Com certeza, isto abrirá um leque maior de opções para lanches gostosos e saudáveis.






quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Bicho geográfico

peleinfoco.blogspot.com

Na época de verão, as brincadeiras ao ar livre são ótimas. Na praia, então, nem se fala! Porém, nem sempre a areia oferece condição adequada para quem tem contato com ela. Isto, porque há pessoas que levam seus cachorros à praia, o que acaba contaminando a areia pelas fezes destes animais. Como consequência, pode-se adquirir o chamado “bicho geográfico”, ou larva migrans cutânea.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sobrepeso e obesidade na infância

Ilustração: Claudia Marianno

A obesidade na infância é, atualmente, tratada como um problema de saúde pública, principalmente pelo fato de que as crianças obesas de hoje podem se tornar os adultos obesos de amanhã.

Diferença entre Sobrepeso e Obesidade
É importante avaliar se a criança está com sobrepeso ou se já está com obesidade.

O sobrepeso na infância pode ser definido como um excesso de peso previsto para a idade, sexo e altura da criança. Uma criança com sobrepeso, se não for bem cuidada, pode se tornar obesa.

Já a obesidade é resultado de um acúmulo de gordura em todo o corpo. Este acúmulo acontece porque se come mais do que se gasta.

Diferente dos adultos que podem ser classificados como obesos segundo os cálculos do I.M.C (Índice de Massa Corpórea = Peso / altura x altura ) , as crianças e adolescentes, por ainda estarem em fase de crescimento, devem ser classificados através de uma análise conjunta do cálculo do I.M.C. e dos gráficos de crescimento, que levam em conta, além da altura e do peso atual, a idade e o sexo de cada um.

Fatores que levam uma criança a se tornar obesa
Genética

As crianças que têm familiares obesos devem ser bem acompanhadas porque têm risco aumentado para obesidade.

Alimentação

O exagero no consumo de refrigerantes, doces, chocolates, salgadinhos, guloseimas em geral e de alimentos ricos em gordura e açúcar contribui para a instalação da obesidade.

Falta de Atividade Física

Hábitos como o de assistir à televisão, jogar vídeo game, ficar no computador por horas, andar somente de carro, formam um estilo de vida sedentário que predispõe à obesidade infantil.

Ansiedade e Depressão

Há fatores psicológicos que contribuem para a obesidade infantil, como por exemplo: separação dos pais, mudança de escola, mudança de endereço, perda de um ente familiar, etc., São situações que provocam grande angústia e ansiedade, levando, algumas vezes, à perda e outras ao ganho excessivo de peso.

Riscos da Obesidade Infantil

São várias complicações relacionadas à obesidade. Algumas oferecendo riscos para a saúde, tais como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias (aumento de taxas de colesterol), cardiopatia, apnéia do sono (parada da respiração durante o sono), complicações ortopédicas na coluna e joelhos, celulite e estrias, fragilidade da pele nas regiões de dobras, com tendência às infecções causadas por fungos. Além disso, o excesso de peso afeta negativamente a auto-estima da criança.



O que fazer em caso de Obesidade na Infância


O tratamento da criança obesa deve ser acompanhado pelo médico em conjunto com nutricionista. Será importante perguntar sobre a rotina de vida e os hábitos alimentares da família, o que se come e o que se compra no supermercado. Se a família faz alguma atividade física. Do que a criança gosta de brincar ou se só fica assistindo à TV.


Qualquer mudança de hábito requer empenho e persistência e é muito importante a participação de toda a família no processo de adequação alimentar, para que a dieta não se torne uma rotina insuportável para a criança e para que ela não tenha que se privar da companhia dos outros familiares durante as refeições. Então, não vale servir um prato bem balanceado apenas para a criança e pedir uma pizza com refrigerante para o restante da família. Importantíssimo é não brigar ou criticar a criança durante as refeições. Vale muito ressaltar sempre o lado positivo, ou seja, dar maior importância ao que a criança pode comer, elogiando cada graminha perdida. Assim, ela se sentirá valorizada e vai se empenhar cada dia mais em perder mais peso. .
Ao mesmo tempo, é fundamental estimular a criança a praticar alguma atividade física, deixando-a longe do sedentarismo. Uma caminhada em família também é muito saudável para todos.

Medidas para prevenir a Obesidade na Infância

Pré-natal bem acompanhado para que o bebê tenha peso adequado ao nascer.
Crianças que mamam no peito têm menor probabilidade de se tornarem obesas. Por isso se deve estimular o aleitamento materno.
Para as crianças que estão com mamadeira, não há necessidade de acrescentar açúcar na preparação do leite.
Consultas periódicas com o pediatra para avaliar o ganho de peso e estatura.
Evitar alimentar a criança com a televisão ligada, caso contrário, todas as vezes em que ela estiver vendo televisão, sentirá necessidade de comer alguma coisa. Muitos adultos têm este hábito.
Preparar refeições balanceadas, sem exagero com as massas e frituras.
Estimular o consumo de verduras e legumes que agem como fatores protetores contra a obesidade.
Não usar travessas sobre a mesa para evitar a repetição dos pratos.
Oferecer frutas como sobremesas, evitando os doces.
Dar preferência à água e aos sucos naturais, evitando os refrigerantes.
Dar o exemplo, porque as crianças aprendem muito observando os pais e acabam copiando os seus hábitos.
Ao identificar algum sinal de ansiedade na criança, conversar com o pediatra.
Limitar o tempo na frente da televisão ou do computador.
Tentar incluir na prática diária das crianças e adolescentes uma atividade física, como caminhadas, brincadeiras ao ar livre ou um esporte. Tudo isso ajuda a criança a adquirir hábitos saudáveis e a gastar energia.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cafeína na infância tem limite



A presença cada vez maior de cafeína na alimentação diária traz à tona a seguinte questão: há limite para a ingestão diária de cafeína?

Cafeína é considerada uma droga, pois atua no Sistema Nervoso Central, como um estimulante. Quando utilizada em baixas doses, ela promove uma sensação de alerta e maior energia para quem a utiliza.

Porém, tanto em adultos como em crianças que usam cafeína em grandes quantidades podem-se observar os seguintes sintomas: nervosismo, dor de estômago, dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade para dormir. Algumas pessoas podem ser mais sensíveis à cafeína e, mesmo ingerindo pequenas quantidades, podem apresentar insônia, dor de cabeça, irritabilidade e nervosismo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Crianças e sujeira: o que dá e o que não dá para tolerar

Um dos principais medos de quem tem uma criança, é a chance dela se contaminar em situações cotidianas e pegar uma doença. Por conta disto, algumas vezes acaba havendo exagero por parte de algumas famílias e outras vezes, por desconhecimento, uma exposição a germes patogênicos.
Listei aqui 9 situações cotidianas em que se pode ou não se pode ter tolerância para com a exposição aos germes.



1 – Fazer xixi ou coco na banheira

A urina não tem bactérias, ou seja, se uma criança urinar durante o banho (o que deve acontecer com muito mais frequência do se imagina), não há problema algum para a sua saúde. Se a criança evacuar, também não ficará doente com as bactérias e vírus de seu próprio intestino (isto pode acontecer quando há contato com fezes de uma outra criança). Desta forma, se acontecer uma evacuação durante o banho, retire a criança da água e a lave com água quente e sabão; escoe a água da banheira e a lave com sabão em pó e água e , em seguida, termine o banho da criança normalmente. Não é necessário usar água sanitária ou desinfetante neste momento. Para a limpeza regular da banheira utilize água sanitária e sabão, uma vez por semana, ou antes, se a banheira tiver sinais de sujeira.





2 – O cachorro lamber o rosto da criança

A boca do cachorro é contaminada, porém existe uma boca que é muito mais contaminada ainda: a boca humana. Isto não quer dizer que beijar o cachorro na boca deva ser prática estimulada. Mas, sem dúvida alguma, o maior perigo está em se levar uma mordida, do que propriamente ter uma infecção. Se o cachorro lambeu a criança, limpe o local com um lencinho umedecido ou um papel toalha com um pouco de água.

3- A chupeta cair no chão e a mãe limpar em sua própria boca

Isto é absolutamente horroroso em termos de higiene. A mãe lambe a sujeira da chupeta e ainda transmite para a criança bactérias de sua própria boca, como, por exemplo, bactérias que causam cáries. Se a chupeta cair no chão, lave com água corrente e um pouco de sabão, ou, pelo menos água corrente. É bom ter uma chupeta de reserva para quando sair, caso não tenha onde lavar a chupeta suja.





4- Pisar descalço no vestiário da escola de natação ou do clube

Ambientes quase que eternamente úmidos são um habitat perfeito para fungos. Se os pés forem bem lavados e secos, provavelmente não haverá problema. Porém, se a criança pisar nestes locais e seus pés também ficarem úmidos após o banho, há grande chance de ter uma micose. Portanto, o ideal é que a criança use uma sandália ao sair da piscina e seus pés sejam bem secos após o banho, principalmente entre os dedos, antes de ser calçada.




5 – Lamber ou comer comida que cai no cadeirão do restaurante

Os cadeirões de restaurantes estão no topo do ranking de objetos mais contaminados, conforme recentes estudos. Eles são utilizados por várias pessoas e não são limpos frequentemente. Se for necessário utilizá-los, o melhor a fazer é limpá-los antes de colocar a criança. Para isto pode-se usar, por exemplo, lenços umedecidos do limpador Veja, que já existe nos supermercados.




6- Brincar no tanque de areia do parquinho

Dá quase no mesmo que uma criança brincar em um tanque de areia sanitária para gatos, ou seja, absolutamente contaminada. Os tanques de areia que ficam ao ar livre são utilizados por cães e gatos, que defecam nestes locais. Com isto, há chance de se adquirir, por exemplo, o bicho geográfico, cujas larvas penetram pela pele, causando lesões. Por este motivo, se possível, não deixe a criança utilizar estes tanques de areia. Caso seja impossível evitar, após a brincadeira, lave muito bem as suas mãos e, ao chegar em casa, dê um banho caprichado.




7- Insistir na lavagem das mãos antes de comer

Lavar as mãos é um hábito do qual não se deve abrir mão. E, como todos sabem, o aprendizado acaba vindo depois de muita insistência. As mãos contêm um grande número de bactérias e vírus e contaminam facilmente a boca, o nariz e os olhos. Mantê-las limpas é a melhor forma de evitar a contaminação e doenças. Lave as mãos junto com sua criança antes de se alimentarem. Dê o exemplo. Para mais informações veja o post sobre a lavagem correta das mãos em http://www.pediatrio.blogspot.com/2011/04/como-lavar-as-maos-cante-parabens-voce.html




8 – Utilizar o mesmo aspirador nasal em dois irmãos doentes

Embora a chance destes irmãos terem sido infectados com o mesmo tipo de vírus, um deles poderá ter uma segunda infecção decorrente da virose e, com o uso de um mesmo aspirador nasal, microorganismos passarão de uma criança para a outra. Cada uma das crianças deverá ter seu próprio aspirador nasal, que é um item barato e bastante fácil de comprar. E sempre lave o aspirador com água e sabão após a sua utilização.




9- Trocar a fralda em trocadores de banheiros públicos

Estudos mostram que epidemias de diarreia em berçários ocorrem principalmente quando os trocadores não são higienizados entre uma troca e outra. É exatamente o que ocorre quando se utilizam trocadores de banheiros públicos, que são altamente contaminados. Se for necessário utilizá-los, o ideal seria forrá-los com papel descartável, para não haver contato da criança com a superfície do trocador. Se for utilizar seu próprio forro para deitar a criança, não se esqueça de limpá-lo bem quando chegar em casa. Também lembre-se de lavar bem a mãos após o término da troca de fraldas.

Texto adaptado de:

http://www.parenting.com/gallery/how-gross-is-it?pnid=11257







quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Criança precisa dosar o colesterol?








Se esta pergunta fosse feita há 20 anos, ela soaria um tanto estranha. Dosar colesterol em criança? Para quê, se o infarto só dá no adulto?

Só que os tempos mudaram e, da mesma forma como os bebês não dormem mais de bruços, as pesquisas mostraram que as alterações das coronárias não se iniciam na vida adulta, mas sim durante a infância! Isto mesmo, as pequenas coronárias dos nossos filhos já podem apresentar o início de um processo que culminará quando eles tiverem seus 50 anos de idade, ou menos, para desespero de muitos.


Eu sempre comento com meus pacientes que a pediatria de hoje é essencialmente uma medicina preventiva, pois estamos cuidando de pessoas que viverão 90 anos. Só que ninguém quer chegar aos 90 anos com a saúde péssima, sem poder andar um quarteirão e pedir arrego. E, justamente por este motivo, nos preocupamos desde cedo com as questões que serão fundamentais mais para frente.

No ano de 2011, a Academia Americana de Pediatria publicou um trabalho muito completo, normatizando a avaliação do colesterol em crianças.

Como eu já havia descrito em um post anterior, o colesterol medido no sangue depende da produção interna somado à ingestão alimentar, menos o que é queimado pelo exercício (para mais detalhes acesse http://www.pediatrio.blogspot.com/search/label/colesterol). Esta equação será o número que lemos no resultado do colesterol total. O colesterol total tem componentes ruins, sendo o principal deles o LDL colesterol e um componente bom, chamado HDL colesterol. O HDL colesterol funciona como um aspirador de colesterol ruim que se deposita nas artérias. Por este motivo é importante ter o HDL alto e o LDL baixo.

Em crianças, como funciona? Da mesma forma, só que os níveis desejados são mais baixos do que no adulto. Os níveis em crianças e adolescentes são:

Níveis Colesterol total LDL colesterol

Aceitáveis < 170 < 110

Limítrofes 170 – 199 110 – 129

Altos > 200 > 130

valores em mg/dl


Quando dosar?
A recomendação atual é que todas as crianças tenham uma dosagem de colesterol entre 9 e 11 anos de idade.

Porém, a recomendação muda para as crianças dos seguintes grupos:

Aquelas cujos pais ou avós tiveram ataque cardíaco, doença coronariana, infarto ou derrame antes dos 55 anos em homens e antes dos 65 anos em mulheres;
Aquelas cujos pais ou avós tenham níveis de colesterol igual ou maior a 240 mg/dl;
Aquelas cuja genética familiar é desconhecida ( como os adotados, por exemplo) ou que possuam características associadas a doença cardíaca, como pressão alta, diabetes ou obesidade.

Nestes casos, a primeira dosagem de colesterol deverá ser feita após os 2 anos de idade, mas não devendo passar dos 10 anos.

Crianças com níveis normais devem repetir a dosagem em um intervalo de 3 a 5 anos. Já aquelas cujos níveis estão limítrofes, devem repetir a dosagem após um ano, sendo orientadas quanto à dieta e exercícios.

Aquelas crianças cujo colesterol está alto necessitarão de cuidados alimentares mais rigorosos e atividade física mais intensa, com nova dosagem após 6 meses.

São pouquíssimos os casos que necessitarão medicamentos. Mesmo assim, só se recomenda tratar com medicamentos crianças maiores de 8 anos de idade, com LDL colesterol > 190 mg/dl, em que se esgotaram todas as alternativas anteriores.






segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Viajando com crianças




Enfim, férias! Que delícia viajar com a família! Os preparativos para que tudo corra bem são importantes para garantir uma viagem tranquila. Aqui estão apresentadas algumas sugestões para quem viaja com crianças.


1) Providenciando a documentação



  • Passaporte



O menor que viaja para o Exterior, mesmo acompanhado dos responsáveis legais, precisa apresentar o seu próprio passaporte.


Além dos passaportes das crianças, vale à pena levar cópias autenticadas das certidões de nascimento, porque os novos modelos dos passaportes brasileiros não informam os nomes dos pais.



  • Autorização para viagem



Se um menor de 18 anos estiver viajando para o Exterior somente com um dos pais ou responsáveis legais, não bastará portar apenas o passaporte. As leis brasileiras exigem a apresentação de uma autorização por escrito, com firma reconhecida, daquele que não está acompanhando o filho em viagem. Também é solicitada a certidão de nascimento do menor, onde constam os nomes dos pais. No site da Polícia Federal (www.dpf.gov.br), há informações e um modelo de autorização para viagem de menor.



2) Pensando na saúde


Uma consulta ao pediatra é muito importante antes de uma viagem. O pediatra poderá se certificar de que tudo está bem para a criança viajar tranquilamente. Também pode prescrever algumas medicações que poderão ser levadas, assim como o detalhamento das doses e dos intervalos entre as doses. Alguns medicamentos como analgésico, antitérmico, remédio para enjôo, solução fisiológica para instilar no nariz, além de material para um curativo rápido do tipo band aids devem ser levados na bagagem de mão, devidamente acondicionadas em saquinhos de plástico transparente do tipo Zip.


Se o seu filho precisa tomar alguma medicação de horário, é aconselhável levar a quantidade suficiente para o vôo e alguma dose a mais, para que atrasos inesperados não prejudiquem o tratamento.


A aquisição de um Seguro Viagem com cobertura para atendimento médico no Exterior é também uma prevenção a mais. Eu, particularmente, já precisei usar serviços médicos fora do Brasil e valeu a pena ter o seguro.



3) Detalhes antes de embarcar



  •  Escolhendo o voo

Para as viagens longas são preferíveis os vôos noturnos e se possível, sem escalas, assim as crianças dormem a maior parte do tempo.

Quem viaja com bebês, pode solicitar, no ato da compra do bilhete aéreo, o bercinho, que fica encaixado num suporte na parede da primeira fileira de poltronas, onde os pais ficarão acomodados. Mas é importante alertar que este bercinho só é adequado para bebês pequenos que ainda não se viram.



  • Comodidade para os bebês antes de entrar na aeronave

É possível ficar com o carrinho de bebê até o momento de entrar no avião, para tanto, basta solicitar uma etiqueta de identificação no momento do check in. A criança pode ser levada de carrinho até a porta da aeronave, de onde o carrinho é recolhido e guardado até o momento do desembarque, quando o carrinho é novamente trazido até a porta.


4) Durante o voo


  • Prevenindo a dor de ouvido na decolagem e na aterrissagem

Durante a decolagem e a aterrissagem pode acontecer uma sensação de dor no ouvido. Isto se deve a uma alteração de pressão detectada pelo tímpano. Para amenizar esta sensação que pode ser bem desagradável e causar choro nas crianças, podemos estimulá-las a deglutir nestes momentos, porque a deglutição ajuda destapar os ouvidos. Então para os bebês, a sugestão é mamar no peito ou na mamadeira. A chupeta também ajuda o bebê não sentir esta pressão. Para as crianças maiores, mascar chiclete funciona muito bem.



  • Lanchinhos e refeições

Durante o período de espera, a fome pode chegar e por isso, uma dica é incluir na bagagem de mão biscoitos, chocolates e sucos ou achocolatados.

É importante lembrar um detalhe: como nos vôos internacionais é proibido o embarque de líquidos, é melhor deixar esta compra para as lojas internas.

Oferecer líquido com freqüência ajuda a manter a hidratação durante os vôos, uma vez que o ar na aeronave é muito seco.

Algumas companhias aéreas dispõem de refeição diferenciada para crianças e é possível solicitar a refeição infantil já no momento da compra do bilhete aéreo.

As papinhas de bebês, tipo potinhos, podem ser aquecidas no avião. A equipe de bordo também ajuda com a água quente para misturar com o leite em pó.



  • Bagagem de mão

Quanto menor a criança, maior ficará a bagagem de mão. Algumas dicas para tornar uma longa viagem menos desagradável para as crianças são: vesti-las com roupas macias, folgadas e sem fechos; levar sapatilhas ou meias com antiderrapantes, levar aquele cobertor ou travesseiro que seu filho não larga. Lenços umedecidos são indispensáveis para qualquer idade, bem como mudas de roupa extra e casacos ou mantas, porque o ar do avião pode gelar os pequeninos.



  • Fraldas

Uma dica é fazer trocas preventivas. É melhor trocar as fraldas várias vezes do que ter que trocar toda a roupa do bebê porque o xixi vazou. Para trocas simples, prefira a própria poltrona e o trocador portátil. Só leve ao banheiro se for mesmo necessário. Os banheiros dos aviões não costumam permanecer limpos após horas de vôo.



  • Higiene

Leve álcool-gel, forros descartáveis para assentos de vasos sanitários, lenços de papel e lenços umedecidos.

Kit de brinquedos e brincadeiras

Para não causar incômodo, a sugestão é para brinquedos leves e sem música, buzinas ou campainhas. Evite jogos com muitas peças porque um simples esbarrão pode mandar tudo para baixo das poltronas. Crianças maiores podem se distrair com pequenos livros, revistinhas, cadernos de atividades, giz de cera, que não sujam como as canetas hidrográficas e não precisam de apontador.



  • DVD portátil

Se você tiver um, leve e siga as instruções dos comissários de bordo sobre quando é permitido ligar o aparelho. Outra alternativa são filmes exibidos no avião, alguns dos quais podem ser indicados para crianças.



Tendo a documentação em ordem, a saúde garantida, a alimentação adequada, os cuidados para o conforto da criança e os brinquedos para sua distração, enfim, tudo está pronto para uma boa viagem e excelentes férias!






sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Repelentes




Nesta época do ano, o calor e a chuva favorecem o aumento dos mosquitos e pernilongos. Além do grande desconforto causado pelas picadas, alguns destes insetos são transmissores de doenças potencialmente graves como a dengue e a febre amarela.


É sempre bom lembrar que todos nós devemos ter o cuidado de eliminar os criadouros de mosquitos e pernilongos mas, além disso, precisamos evitar as picadas destes insetos. Com tantos produtos no mercado, quais seriam os melhores produtos para os bebês e crianças?

Há basicamente três tipos de repelentes que podem ser usados por crianças.


Repelentes a base de DEET (N, N-Dietlyl-3-Methylbenzamide): p. ex. Off Kids® e Repelex Kids®
Repelentes a base de Icaridina: Exposis®
Repelentes a base de óleos vegetais essenciais: p. ex. Citronin®

No Brasil, os repelentes, mesmo os infantis, são liberados na bula a partir dos 2 anos de idade. Porém, se consultarmos outras fontes seguras, como as recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP), veremos que os repelentes são liberados para crianças menores. Os repelentes a base de DEET são liberados pela AAP a partir dos 2 meses de idade. Os repelentes a base de Icaridina são liberados nos EUA a partir dos 6 meses de idade. Eu particularmente, não costumo recomendar repelentes antes dos 6 meses de idade.

Algumas dicas importantes:

Qualquer repelente, mesmo os hipoalergênicos, podem causar alergias ou irritação na pele das crianças. Sendo assim, sempre faça um teste em uma pequena área do corpo antes de utilizar o repelente em áreas extensas.
Repelentes em spray devem ser aplicados em ambientes abertos para evitar a inalação do produto.
Nunca borrife o repelente sobre a face da criança.
Não utilize o repelente sobre feridas, mucosas ou sobre a pele irritada.
Evite produtos que combinam protetor solar com repelentes, pois a necessidade de reaplicação freqüente do protetor solar pode acabar expondo demais a criança ao repelente.
Sempre supervisione seu filho se ele mesmo estiver aplicando o repelente.







segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quebrou meu termômetro! E agora?



Os termômetros de vidro utilizam bem pequenas quantidades de mercúrio, que é um metal pesado, também encontrado em lâmpadas fluorescentes.

Dependendo da quantidade de mercúrio à qual uma pessoa se expõe, pode ocorrer uma intoxicação pelo metal, o que leva a sintomas variados como tosse, falta de ar, dor no peito, irritabilidade, tremores, irritação nos olhos, principalmente devido à inalação do vapor de mercúrio.

O mercúrio quando se encontra em temperatura ambiente está na sua forma líquida, de cor prateada e que se separa em bolinhas. Porém, ele facilmente evapora, mesmo à temperatura ambiente e, principalmente se houver aquecimento, transformando-se em gás de mercúrio (ou vapor de mercúrio)

Se um termômetro se quebrar, a quantidade de mercúrio é muito pequena para causar intoxicação. Mas, a forma como o mercúrio fica em contato com o organismo é que faz a diferença. Por exemplo, se houver a ingestão ou o contato do mercúrio com a pele por um tempo curto, a quantidade absorvida será mínima, não causando nenhum problema à saúde. Porém, se o mercúrio for inalado em sua forma de vapor, aproximadamente 80% dele acaba na corrente sanguínea, levando aos sintomas de intoxicação descritos anteriormente.

Portanto, todo o cuidado deve ser tomado com o ambiente se houver a quebra de um termômetro de mercúrio (apesar da pequena quantidade do metal presente nos termômetros de vidro), pois o maior risco é manter o local contaminado e acabar havendo uma exposição contínua aos vapores de mercúrio.


Passo a passo para a limpeza do local:



  •  Tire crianças e bichos de estimação do local.


  • Abra as janelas e deixe o ambiente vazio e ventilando por 15 minutos. Se uma criança teve contato com o mercúrio, descarte suas roupas contaminadas e leve a criança para o banho, enquanto o ambiente ventila.
  •  Coloque luvas de borracha.
  • Com uma lanterna, ilumine as bolinhas de mercúrio que se espalharam.
  •  Junte as bolinhas de mercúrio com um pedaço de papelão.
  •  Com uma fita adesiva (tipo Durex) recolha o mercúrio que se cola na fita e coloque em um saco plástico, junto com os pedaços de vidro, vedando bem.
  •  Utilize um pano úmido com um pouco de água sanitária para limpar o ambiente e descarte este pano após a limpeza, juntamente com as luvas, em outro saco plástico.
  •  Os sacos contendo os restos de termômetro e mercúrio, bem como o material de limpeza contaminado devem ser bem vedados e descartados em um posto que recolha baterias e pilhas (o banco Santander, por exemplo, tem estas caixas de descarte nas suas agências).



Atenção para o que NÃO deve ser feito:


  •  Nunca utilize aspirador de pó para aspirar resíduos de mercúrio e vidro, pois, além de contaminar o aspirador, o calor do aparelho provocaria maior evaporação do mercúrio, espalhando pela casa.
  • Nunca utilize vassouras para recolher os resíduos, pois o mercúrio acaba se partindo em partículas menores e se espalhando mais ainda.
  • Não toque no mercúrio sem luvas.
  •  Não jogue mercúrio na pia.
  •  Não lave roupas contaminadas com mercúrio. Descarte-as.


Vale lembrar que hoje há uma série de termômetros que não utilizam mercúrio, sendo muito mais seguros do que os de vidro. Se quiser saber um pouco mais sobre eles acesse o post http://www.pediatrio.blogspot.com/2011/06/diferentes-tipos-de-termometros.html





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