
As principais causas de desidratação na infância são: os distúrbios gastrintestinais, como a diarréia, que é uma das principais causas de desidratação, os vômitos, que aceleram a perda de líquidos, a febre, que favorece a perda de líquidos pela pele e pela respiração, a sudorese excessiva e a insuficiente ingestão de água, por rejeição nos casos de estomatite ou infecção de garganta.
A criança fica desidratada porque perde muito líquido e não consegue repô-lo em quantidade suficiente. Em outras palavras, ela fica com um déficit de líquidos e de eletrólitos, como o sódio e o potássio.
O principal sintoma da desidratação é a sede. A boca fica seca com pouca saliva. O volume de urina também diminui e a coloração pode se tornar amarela escura e com cheiro mais forte do que o habitual. As crianças rapidamente ficam com os olhinhos fundos e muitas vezes, ao chorar, elas não apresentam lágrimas. A pele fica mais seca. Os pequenos em processo de desidratação ficam mais quietos, sonolentos e prostrados, sem disposição para as habituais brincadeiras e travessuras. Algumas vezes, podem também ficar mais irritados. Em bebês, a moleira pode se apresentar mais funda que o normal.
O pediatra avalia estes sinais e sintomas e indica o tratamento mais apropriado para cada situação.
Nas desidratações leves, o tratamento por boca, com oferta de líquidos é suficiente para deter o processo de perda de água pelo organismo. Porém, dependendo da intensidade da perda de líquidos, uma criança pode ficar desidratada em poucas horas. Nestes casos, o pediatra poderá detectar a necessidade de hidratação com soro via endovenosa.
Com o verão chegando, para prevenir a desidratação, medidas simples podem ser adotadas. Os pais devem estar atentos à temperatura ambiente, evitando exposição excessiva ao calor, oferecendo líquidos com freqüência e vestindo as crianças com roupas leves.
